domingo, 8 de novembro de 2009
Hoje queria falar do fim do meu casamento - essa relação que perdurou por 11 anos, longos 11 anos de minha vida. Queria lamentar, chorar, dizer do amor que tive e não foi valorizado, do meu luto, da minha perda, da minha tristeza, mas......não posso, não posso prantear o fracasso, prolongar a dor, nutrir o medo da solidão e do abandono. Dane-se o medo, a dor, o pranto, o luto. Quero viver, reviver, começar a viver, ser feliz, de novo, tentar novamente o acerto, ou o erro, que seja, mas recomeçar. Por isso, não vou falar do fim do meu casamento, mas do recomeço da minha vida. O que passou foi como uma pausa na estrada, ou uma fase que terminou. Tenho de olhar a lua e lembrar que ela é a lua dos amores, olhar o sol e lembrar que ele leva o dourado de corpos prontos a se entregarem ao amor e à alegria de viver. Pisar as águas do mar e lembrar quanta vida encobre suas ondas. Vou mergulhar na luz de um novo dia, uma nova estrada, uma velha história, mas com um novo capítulo. Estou pronta, pronta para recomeçar a contar minha história. Que os próximos capítulos sejam alvos, mansos, mas também feitos de tormentas e trovoadas. Detesto vida monótona, odeio vida mais ou menos, vida que não merece ser vivida. Quero a alegria depois da lágrima, o abraço de adeus, pra um tempo depois matar a saudade num novo abraço de reencontro. Esta sou eu, sempre, sempre, sempre, um recomeço, um eterno querer e não querer, ser e não ser, simplesmente eu.
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